Hospedagem de curso a partir de cerca de R$60/mês
Sobre a EBAC
A EBAC ensina profissões digitais online, como design, programação, marketing e arquitetura, oferecendo a adultos de toda a América Latina um caminho mais acessível para conquistar empregos com salários melhores. A equipe chama esse processo de upskilling e reskilling: uma forma mais rápida e acessível de crescer profissionalmente ou mudar de área sem precisar cursar uma graduação completa. Na prática, a maioria dos alunos está se preparando para trabalhar em uma área nova.
Hoje, essa missão alcança 170 mil alunos pagantes no Brasil e no México, ou quase 190 mil pessoas quando entram na conta os cursos introdutórios gratuitos. A EBAC nasceu como uma escola presencial de design, fundada em São Paulo em 2016. Quando a pandemia inviabilizou as aulas presenciais, migrou para o online e, conforme a demanda cresceu, expandiu sua atuação do Brasil para o México, além de manter uma pequena presença na Colômbia e no Peru.
O vídeo está presente em todos os cursos da EBAC. Sobre ele, a equipe constrói introduções, conteúdos de boas práticas, apresentações, quizzes e atividades práticas. A abordagem é chamada de “aprendizado por meio de quatro sentidos”: você assiste, ouve, lê e faz.
Como os professores são profissionais de suas próprias áreas, e não especialistas em produção de vídeo, a EBAC grava tudo em estúdio próprio para manter a qualidade de imagem e som consistente.

Grande parte da operação da plataforma passa por Denis Korovkin, líder da equipe de LMS da EBAC. Ele entrou na empresa em 2021 para construir a plataforma de aprendizagem e conduziu pessoalmente a migração para a Kinescope. Como o projeto ficou sob sua responsabilidade, pedimos que ele contasse essa história.
O mercado que tornou o custo o fator decisivo
A EBAC entrou em um mercado com muito espaço para crescer. O Brasil era a maior economia da América Latina e concentrava a maior parte dos investimentos em edtech da região (L.E.K., 2023); a demanda por profissionais com competências digitais superava amplamente a oferta (Brasscom, 2021); e o ensino online de qualidade ainda era escasso ou caro. Nos primeiros anos, o crescimento foi acelerado o bastante para atrair várias rodadas de investimento.
Depois, o mercado apertou. O investimento de venture capital em edtech caiu quase 90% em relação ao pico de 2021 (HolonIQ, 2025). Ao mesmo tempo, a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, permaneceu em 13,75%, o nível mais alto do ciclo, ao longo de 2022 e 2023 (Banco Central do Brasil). Com isso, os financiamentos estudantis usados para pagar muitas matrículas ficaram bem mais caros.
As empresas mais frágeis saíram do mercado, e as que permaneceram passaram a operar com mais disciplina. Para uma plataforma cujo maior custo recorrente era o vídeo, isso significava examinar de perto quanto essa operação estava custando.
O desafio: uma conta de vídeo que crescia do jeito errado
Durante anos, a EBAC hospedou seu catálogo na Kaltura, uma plataforma de vídeo amplamente usada no setor educacional. A Kaltura era confiável: só ficava fora do ar quando o próprio serviço de nuvem da AWS apresentava falhas, e o conteúdo precisava estar disponível 24 horas por dia.
O principal problema era a estrutura da cobrança. Conforme a biblioteca crescia, os adicionais por volume de armazenamento e tráfego se acumulavam sobre o contrato básico, fazendo o total mensal subir continuamente. Hoje, a EBAC hospeda 26 TB de vídeo e adiciona cerca de 1 TB por mês. Na Kaltura, esse crescimento aumentava diretamente a fatura, inclusive por recursos que a equipe nunca usava.
O contrato estava perto da renovação justamente quando a empresa inteira buscava reduzir custos. A decisão veio no momento certo.
Havia ainda uma segunda lacuna, menos visível: as legendas. Todos os vídeos da EBAC têm legendas e, como alguns alunos têm deficiência auditiva, a acessibilidade é um requisito rigoroso. As legendas automáticas da Kaltura alcançavam cerca de 80% de precisão, um nível parecido com o do YouTube.
Eram legíveis, mas ainda exigiam revisão. Quando um curso precisava de legendas limpas, os editores tinham de refazê-las manualmente e enviá-las outra vez.
Por que a Kinescope
Quando a Kinescope procurou a EBAC durante uma conversa comercial, ofereceu acesso completo para testes, incluindo a API. Isso permitiu que a equipe de Denis montasse uma configuração de teste e migrasse alunos reais em etapas, sem apostar toda a plataforma em uma única virada. Na comparação detalhada, alguns pontos se encaixaram:
- Preço baseado no uso. A EBAC pagaria pelo uso real, em vez de contratar faixas de capacidade que não precisava.
- DRM incluído. A proteção de conteúdo fazia parte da plataforma, enquanto a Kaltura cobrava o recurso separadamente.
- Uma API amigável para desenvolvedores. A documentação era bem organizada, o que combinava com uma equipe que gerencia tudo por código.
- Uma pessoa do outro lado. Mais do que uma especificação, era uma sensação.
A Kaltura é uma grande máquina corporativa. Aqui [na Kinescope], são pessoas de verdade: temos um chat no Telegram ao qual podemos recorrer se alguma coisa não estiver funcionando.
A equipe também analisou as alternativas com franqueza. Manter a infraestrutura na própria AWS sairia caro, e a Panda Video apresentou custos de tráfego superiores aos da Kaltura. A decisão foi tomada pela equipe de desenvolvimento e aprovada pela liderança com um argumento simples: a economia seria de aproximadamente oito vezes.
Uma migração rápida e um player adaptado à plataforma
A maior parte do trabalho ficou na integração; a transferência dos arquivos em si exigiu menos. Ao longo de cerca de dois meses, a equipe redirecionou suas ferramentas administrativas e seus scripts para a API da Kinescope. Depois, criou um script de migração que transferiu toda a biblioteca em poucas semanas.
Os alunos foram migrados gradualmente: primeiro em lotes de teste e, depois, em volume total. Para eles, a mudança continua praticamente imperceptível, e a plataforma permaneceu estável durante todo o processo.
Simplesmente decidimos que não renovaríamos o contrato com a Kaltura, direcionamos todo o tráfego para a Kinescope e seguimos em frente.
No dia a dia, o pipeline é automatizado de ponta a ponta. Quando um vídeo finalizado chega a uma pasta do Google Drive, o envio para a Kinescope acontece automaticamente, e o conteúdo aparece na plataforma pronto para uso. Ninguém da equipe de conteúdo precisa entrar diretamente na Kinescope: a automação cuida dessa etapa, então nem sequer existem contas de gerente.

Uma peça ainda precisou ser ajustada manualmente: o player. A EBAC precisava de um botão que o player da Kinescope ainda não oferecia, capaz de ativar uma transcrição ao lado do vídeo que rola junto com o conteúdo e destaca cada palavra conforme ela é pronunciada. Para viabilizar isso, a Kinescope abriu a API do player especificamente para a EBAC, permitindo que a equipe integrasse seus próprios botões personalizados.
Os resultados: custos menores, uma base melhor para a IA e uma rede em expansão
Antes de falar dos números, Denis faz questão de destacar o principal acerto da Kinescope.
O mais importante é que o conteúdo rode rápido, bem, sem travamentos e com estabilidade. Todo o resto é secundário.
No fim do contrato com a Kaltura, a EBAC pagava uma fatura mensal de quatro dígitos para hospedar seus vídeos. Com os mesmos volumes, o modelo de preço baseado no uso da Kinescope custa cerca de oito vezes menos.
Por enquanto, a EBAC ainda não paga nem esse valor. A rede da Kinescope ainda não cobre por completo a presença da EBAC no Brasil, e algumas centenas de alunos conectados por determinadas operadoras nem sempre conseguem carregar os vídeos. Para contornar a lacuna, a equipe usa um backup no S3, que entrega o arquivo a partir do armazenamento próprio quando a fonte principal trava, enquanto a Kinescope amplia a capacidade direcionada especificamente à base da EBAC. Até que esse trabalho seja concluído, a escola não será cobrada.
Se a economia era o ganho esperado, as legendas foram a surpresa. As legendas da Kinescope chegaram precisas o bastante para serem usadas sem edição, o que permitiu à EBAC desativar um pipeline interno inteiro.
Para gerar as transcrições e alimentar sua IA, a equipe extraía o áudio de cada vídeo, passava o arquivo por seu próprio sistema de reconhecimento de fala para reconstruir as legendas e, então, gerava uma transcrição. Quando as legendas da Kinescope passaram a chegar prontas para uso, toda a etapa de reconhecimento pôde ser eliminada.
As legendas já saem com uma qualidade muito boa, nem é preciso corrigi-las. Jogamos fora o nosso próprio pipeline. Quem diria?
Agora, tudo o que vem depois parte diretamente dessas legendas: as transcrições da EBAC, os resumos gerados por IA e um assistente que responde às perguntas dos alunos. Como as legendas têm marcação de tempo, o assistente sabe em que momento da aula cada aluno está.

Próximos passos
A EBAC continua ampliando a camada de IA construída sobre as legendas, incluindo os resumos e o assistente dos cursos, que consultam cada aula por meio de sua transcrição. A equipe também testa cursos traduzidos: um curso gravado em espanhol para o México pode ganhar uma versão em português com a voz do mesmo professor. Um desses cursos já está no ar. Independentemente do rumo desses experimentos, o vídeo continuará no centro da forma como a EBAC ensina.
Quando pedimos a Denis que resumisse toda a experiência, a resposta saiu quase como um slogan:
Uma API boa e prática. Um atendimento humano e próximo. Desempenho estável. Preços justos.
Conte como você distribui seus vídeos. Nós nos adaptamos à sua operação.
A Kinescope cuida da hospedagem, da distribuição, do DRM e das legendas, adaptando-se à forma como sua equipe já trabalha com um modelo de preço baseado no uso real. Conte como é sua estrutura e compartilhe seus números para receber uma proposta adequada ao seu volume.


