Live streaming

Vídeo entregue em tempo real enquanto é capturado, em vez de enviado com antecedência. A câmera é codificada, cortada em segmentos e distribuída continuamente — e a gravação vira um ativo depois.

Atualizado: agosto de 2026 5 min de leitura Streaming

Neste artigo

Ao terminar, você vai entender:

  • O que separa uma transmissão de um vídeo sob demanda
  • O caminho da câmera até o espectador
  • A diferença entre RTMP, SRT e WebRTC
  • Por que a réplica costuma valer mais que o evento

O que é live streaming?

Live streaming é vídeo entregue aos espectadores em tempo real, conforme é capturado, em vez de enviado com antecedência. O sinal da câmera ou da tela é codificado, cortado em segmentos curtos e distribuído continuamente, de modo que uma audiência em qualquer lugar acompanhe o evento enquanto ele acontece.

O oposto é o vídeo sob demanda, gravado antes e iniciado quando o espectador quiser. Os dois se conectam com frequência: a maior parte das transmissões é gravada e vira uma réplica sob demanda depois.

O ao vivo é definido por duas restrições duras — a latência, ou seja, o quanto se está atrás do tempo real, e a estabilidade sob carga que aparece de uma vez.

Como uma transmissão funciona

Capturar e codificar

A câmera ou a tela entra num encoder — OBS, vMix ou equipamento dedicado — que envia o sinal à plataforma por RTMP ou SRT.

Transcodificar em tempo real

A plataforma converte o sinal recebido em vários níveis de qualidade na hora, para que o player possa se adaptar à conexão de cada espectador.

Segmentar e entregar

O stream é cortado em segmentos e servido pela CDN, que o espalha a partir de pontos próximos ao público — é isso que permite escalar para audiência grande.

Gravar a réplica

A sessão é gravada automaticamente e vira um vídeo sob demanda no momento em que termina.

RTMP, SRT e WebRTC

«Ingest» é como o seu encoder entrega o sinal à plataforma — coisa separada de como os espectadores assistem, que é HLS ou DASH.

ProtocoloForçaMelhor para
RTMP Suporte universal nos encodersO padrão da maioria das transmissões
SRTAguenta rede instável, recupera perda de pacoteProdução remota, externa
WebRTCMenos de um segundo, nativo do navegadorConversa de mão dupla

Seja qual for a entrada, os espectadores continuam recebendo um stream adaptativo por HLS ou DASH — entrada e reprodução são metades diferentes do caminho.

O SRT costuma ser a resposta certa quando o problema é a internet do local do evento, não a do público. Trocar de plataforma não resolve um uplink ruim; trocar de protocolo de entrada às vezes resolve.

A réplica costuma valer mais que o evento

Num webinar de lançamento, a audiência ao vivo é a menor parte do retorno. O que continua trabalhando é a gravação: ela vira VOD, entra na página de vendas, alimenta remarketing e pode ser cortada em trechos por semanas.

Isso muda uma decisão prática. Perseguir a menor latência possível encolhe o buffer e deixa a transmissão mais frágil justamente no momento em que ela não pode falhar. Para um evento de mão única, a latência padrão de 5 a 10 segundos compra estabilidade; o LL-HLS se paga quando existe chat e o atraso quebra a conversa.

Vale também conferir se a gravação é automática antes do evento, e não depois. Reunião gravada que exige exportação manual é o tipo de tarefa que ninguém lembra de fazer com a sala ainda cheia.

Como o Kinescope resolve isso

A transmissão ao vivo do Kinescope recebe o seu sinal RTMP ou sRTMP, transcodifica em qualidade adaptativa em tempo real e entrega da própria CDN com cerca de 5 a 10 segundos de atraso — com LL-HLS para eventos interativos. A gravação da réplica sob demanda é automática, e a quantidade de espectadores simultâneos escala com a CDN, sem teto fixo.

Ler a documentação do Kinescope

Perguntas frequentes

O que é live streaming?

É vídeo entregue em tempo real conforme é capturado — o sinal é codificado, segmentado e enviado aos espectadores na hora, em vez de subido com antecedência. Webinar, evento e lançamento são transmissões ao vivo; o oposto é o vídeo sob demanda.

Qual a diferença entre live streaming e VOD?

A transmissão é entregue em tempo real enquanto acontece; o VOD é gravado e pode ser iniciado a qualquer momento. Muita transmissão é gravada e vira VOD depois — a réplica. O ao vivo se preocupa com latência e estabilidade sob carga; o VOD, com armazenamento e início rápido.

O que preciso para transmitir ao vivo?

Uma fonte (câmera ou tela), um encoder que envie o sinal por RTMP ou SRT — OBS, vMix ou equipamento dedicado — e uma plataforma que transcodifique e entregue aos espectadores. O Kinescope recebe RTMP e sRTMP, converte em níveis adaptativos e entrega pela própria CDN.

Qual a diferença entre RTMP e SRT?

Os dois levam o sinal do seu encoder até a plataforma. O RTMP é o padrão de longa data, com suporte universal nos encoders, mas construído sobre TCP. O SRT é mais novo e foi feito para redes instáveis, recuperando melhor a perda de pacotes. Você entra por um dos dois; o público continua assistindo por HLS ou DASH.

Qual a latência de uma transmissão ao vivo?

No Kinescope, em torno de 5 a 10 segundos de atraso de sinal, com LL-HLS disponível para formatos interativos. Vale lembrar que latência menor significa buffer mais raso, e buffer raso absorve menos oscilação de banda — para evento de mão única, o padrão entrega mais estabilidade.

A transmissão é gravada automaticamente?

No Kinescope, sim. Toda transmissão é gravada e vira um vídeo sob demanda comum no momento em que termina, então a réplica já fica pronta para embutir ou proteger sem exportação manual.

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Ramon Eduardo Lara Mogollon

Escrito por

Ramon Eduardo Lara Mogollon Verificado

BizDev Manager na Kinescope

Ramon cuida do desenvolvimento de negócios da Kinescope no Brasil e escreve o conteúdo em português da plataforma. Este glossário é revisado e mantido atualizado pela equipe que constrói a infraestrutura de streaming, codificação e entrega por CDN do Kinescope.